“Canção de engate” uma música lançada em 1984 por António Variações, um cantor e compositor português, que mesmo depois da sua morte precoce, continua a ser falado devido ao legado que deixou e à pessoa que foi. É uma composição que veio revolucionar a música pop portuguesa dos anos 80, falando de temas um pouco tabu para a época, nomeadamente a procura de uma relação íntima de curta duração e a homossexualidade
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Letra
Canção do Engate
António Variações
Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás