"Lado Lunar" é o sétimo álbum de estúdio de Rui Veloso, lançado em 1995, e a sua faixa-título tornou-se num dos maiores clássicos da música portuguesa.
Escrita pelo eterno parceiro Carlos Tê, a letra usa o "lado lunar" como um eufemismo para a "face negra" ou o lado oculto de cada pessoa. É um convite à vulnerabilidade numa relação amorosa, onde o autor pede para conhecer os traumas, defeitos e inseguranças do outro, em vez de se iludir apenas com o "lado solar" e feliz.
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Letra
Lado Lunar
Rui Veloso
Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
Faz-me crer que tudo em ti é risonho
Como se viesses do fundo dum sonho
Não me abras assim o teu mundo
O teu lado solar só dura um segundo
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu, nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Desvenda-me o teu lado mauzão
O túnel secreto a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e ruínas de amor
Eu hei-de te amar por esse lado escuro
Com lados felizes eu já não me iludo
Se resistir à treva é um amor seguro
À prova de bala à prova de tudo
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu, nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Mostra-me o avesso da tua alma
Conhecê-lo é tudo o que eu preciso
Para poder gostar mais dessa luz falsa
Que ilumina as arcadas do teu sorriso
Não é por ela que te quero amar
Embora seja ela que me vai enganar
Se mostrares agora o teu lado lunar
Mesmo às escuras eu não vou reclamar
Sugestão
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